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Local da visita
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1º Dia |
Linhares da Beira.Guarda |
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2º Dia |
Almeida.Castelo Mendo.Castelo Bom.Sabugal |
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3º Dia |
Vilar Maior.Sabugal |
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4º Dia |
Sabugal.Sortelha |
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5º Dia |
Covilhã.Idanha-a.-Velha |
A Guarda e a
Covilhã são duas das dezoito cidades integradas no programa Polis, o seu
principal objectivo consiste em melhorar
a qualidade de vida nas cidades, através de intervenções nas vertentes
urbanística e ambiental, melhorando a actividade e competividade de pólos
urbanos que têm um papel relevante na estruturação do sistema urbano nacional, nomeadamente
através das seguintes acções:
·
Desenvolver
grandes operações integradas de requalificação urbana com uma forte componente
de valorização ambiental;
·
Desenvolver acções que contribuam para a requalifacação e
revitalização das cidades e que promovam a sua multi-funcionalidade;
·
Apoiar outras acções de requalificação que permitam melhorar
a qualidade do ambiente urbano e valorizar a presença de elementos ambientais
estruturantes tais como frentes de rio ou de costa;
·
Apoiar iniciativas que visem aumentar as zonas verdes,
promover áreas pedonais e condicionar o trânsito automóvel nas cidades.
1.1 Guarda
As acções a
realizar na Cidade da Guarda no âmbito do programa Polis foram apresentadas
pelo Arq. António M. Saraiva. As intervenções na cidade localizam-se em três
grandes áreas, as suas principais intenções são:
·
Parque urbano
do Rio Diz - requalificação paisagística dos espaços verdes; criação de
percursos e pontes pedonais; criação de espaços de recreio, cultura e lazer;
requalificação da Av. da Estação e do espaço público envolvente; criação de
parques de estacionamento de apoio ao parque.
·
Centro
Histórico – renovação de infra-estruturas e pavimentações; instalação de
mobiliário urbano e iluminação; requalificação da muralha; iluminação cénica da
cidadela; reestruturação viária; criação do parque de estacionamento junto à
muralha norte; consolidação e aumento das áres pedonais.
·
Requalificação
paisagística da encosta norte e da zona da feira – reestruturação viária;
construção da central de minibus e miradouro; reflorestação da zona verde da
encosta norte.
1.2 Covilhã
·
Limpeza e tratamento das margens das ribeiras do Goldra e
Carpinteira;
·
Criação de zonas verdes, espaços de convívio e lazer;
·
Recuperação de arquitectura industrial;
·
Criação de um parque habitacional de qualidade;
·
Criação de atravessamentos pedonais (pontes) que visam o
melhoramento das ligações entre certas zonas da cidade de difícil acesso;
·
Fixação da população jovem.
O programa tem
por objectivo principal a valorização do património rural existente no interior
do país, para isso seleccionou-se um conjunto de dez Aldeias, simbolos das nossas profundas e remotas
raizes aldeãs, que pelo seu interesse patrimonial e paisagístico se
pretende revitalizar, através de intervenções tais como:
·
Qualificação dos espaços públicos – pavimentação e arranjo
das praças (pelourinhos), largos e ruas, colocação de mobiliário urbano
adequado;
·
Valorização do património – recuperação de muralhas
(conservação e limpeza), de alguma arquitectura militar, do edificado
(intervenção nas fachadas e telhados), conservação de solares ou casas de
interesse, igrejas, etc;
·
Dinamização cultural – criação de espaços de museu e venda
de artesanato;
·
Dinamização turística – criação de postos de turismo e de
alojamento, como a construção de pousadas ou a adaptação de edifícios para
turismo de habitação rural;
·
Melhoria das acessibilidades – melhoramentos das estradas de
acesso, de forma a facilitar a chegada a estes locais por vezes muito isolados,
e dentro das aldeias criando constragimentos à circulação viária;
·
Dotação de infraestruturas – remodelação de redes de abastecimento
de águas, de esgotos domésticos e pluviais, enterramento das infraestruturas
eléctricas e de comunicações, tornando assim as aldeias habitáveis.
Programa de intervenção para cada aldeia visitada:
2.1 Linhares da Beira
Recuperação do aglomerado, restituindo-lhe a morfologia e a
identidade do seu passado medieval e transformando-o em centro de atracção
turística, cultural e desportiva.
Tem-se nomeadamente em conta que, pela sua localização,
Linhares possui condições excepcionais para a prática de parapente, sendo
actualmente um centro de prática daquela modalidade desportiva já referenciado
nos roteiros internacionais.
2.2 Almeida
A revitalização do centro histórico de Almeida pressupõe, por um lado, a sua dinamização como pólo central das actividades comerciais e de serviços do concelho e, por outro, a valorização de um legado histórico, patrimonial e militar inigualável, enquanto factor de atracção turística e potencial gerador de meios de vida para a população residente. A revalorização do ambiente militar do passado no imaginário é determinante para a captação de fluxos turísticos que consolidem um centro comercial desenvolvido, pólo de atracção das populações envolventes, portuguesas e espanholas.
2.3 Castelo Mendo
Aldeia de Castelo Mendo é
um espaço de grande valor histórico, urbanístico e paisagístico, circundado por
muralhas medievais adaptadas à topografia do terreno, cuja porta principal é
flanqueada por duas torres. Dadas as características da povoação, toda a sua
revitalização passa por uma perspectiva de conjunto encarando o seu espaço
amuralhado como um “objecto” único cuja divulgação deve vir a possibilitar o
desenvolvimento de actividades turísticas e de dinamização sócio-cultural, no
contexto de um roteiro alargado das fortalezas do concelho de Almeida.
2.4 Sortelha
Reabilitação física do conjunto edificado, reforçando a
dimensão museológica de Sortelha, factor de atracção turística e cultural.
Reabilitação e revitalização do tecido socio-económico de
modo a favorecer a fixação da população, através do incremento da oferta
turística e de actividades ligadas às artes e ofícios tradicionais,
nomeadamente tapeçaria, escultura e cestaria que, nos últimos anos, têm
conhecido um incremento por vontade e determinação de residentes na povoação.
A visita a
Sortelha foi acompanhada pelo arqueólogo Dr. Marcos Osório e pela Arq. Dina
Oliveira, responsável pela intervenção neste local.
2.5 Idanha-a-Velha
A aldeia de Idanha-a-Velha
é um local com características para o desenvolvimento de um turismo
essencialmente cultural, pela sua condição de museu aberto e vivo em que, na
sua diversidade do seu quadro arquitectónico, ressalta a herança dos mundos
romano e visigótico em permanente (re)descoberta arqueológica. A intervenção
pública a realizar pretende devolver aos visitantes a ambiência do que foi a
antiga cidade do Reino Visigótico.
Visita acompanhada por um técnico de
turismo local.
Foi ainda
possível a visita a mais duas aldeias que não fazem parte deste programa, mas
que se inserem no grupo de locais de interesse histórico e cultural, Castelo Bom e Vilar Maior (visita acompanhada pela Arq. Cláudia Calhas,
GTL do Sabugal); e onde se verificam situações sociais semelhantes às de outras
aldeias da Região como o problema da desertificação humana, e a pouca
dinamização económica.
Todo este
conjunto de aldeis possui uma grande homogeneidade quanto aos materiais
empregues na sua edificação originária, quer sejam de granito ou xisto, e uma
estrutura urbana semelhante de origem medieval, o que verdadeiramente as
distingue são: os locais onde foram implantadas, ou seja as situações
geográficas e características morfológicas; e as suas fortificações,
conferindo-lhes estes dois aspectos uma grande diversidade nos ambientes
encontrados.
Durante os
percursos realizados pelas ruelas das Aldeis Históricas de Portugal, foi
possível identificar algumas das acções efectuadas nestes locais, nomeadamente
a recuperação de algum património e os arranjos urbanísticos, verificando que
existe uma grande preocupação no resultado da conjugação dos materiais
pré-existentes com os utilizados actualmente, necessários à reabilitação do
edificado. De realçar a intervenção em Idanha – a – Velha pois considero
exemplar no que diz respeito à escolha do material ligante das pedras do
edificado.
Embora as
intervenções se limitem ao que é público, ou seja o interior do casario privado
permanece em algumas situações degradado, é ainda de salientar o interesse
arquitectónico dos edifícios públicos que foram adaptados a novas funções, tais
como os postos de turismo, ou os que se tornaram museus.
Este é o
primeiro passo para que estes “lugares” se tornem habitáveis.
3.1 Centro Histórico do Sabugal
Na Vila do
Sabugal encontramos também um lugar de grande referência histórica e valor
patrimonial e paisagístico, mas o seu crescimento tornou-a num espaço
descaracterizado e desarticulado; é aqui que se inicia o exercício no âmbito da
disciplina de Reabilitação e Salvaguarda: intervir no centro histórico da vila.
Põe-se assim o desafio de propor uma forma de o requalificar tendo como exemplo
as acções realizadas nos outros locais visitados.
Este tema das
Aldeias e Vilas que fazem parte do património histórico nacional foi ainda
desenvolvido na Universidade da Beira Interior, pelo Prof. Michael Mathias, que
nos falou sobre a forma como surgiram estes “lugares” no território e realçou
as características que lhes conferem um carácter único. Fazem parte de um
conjunto de edificações, que se situavam em redor do Rio Côa (antiga fronteira
de Portugal), de carácter defensivo, ficando assim esclarecido a sua
importância no contexto histórico do País.
folhetos
promocionais do programa Polis
Ministério do
Ambiente e do Ordenamento do Território
Comissão de
Coordenação da Região Centro
2ª edição –
Setembro 1999
Editorial
Verbo - 1986